domingo, 15 de janeiro de 2012

Hip-hop: elas são MC e 2012 é o ano delas

Não existe "hip-hop para meninas". Lauryn Hill e Missy Elliot (quatro palavras: "Get Ur Freak On"), só para citar dois exemplos, provaram-no. E quem se lembra de M.I.A. em cima de um elefante a lançar rimas sobre o "Eixo do Mal" e o terrorismo, colocando o Sri Lanka no mapa da cena musical. De facto, não é novo - e ainda bem - ver mulheres a empunhar um microfone, sem tropeçar em "beats" ou palavrões. Em Portugal, o hip-hop também está a mudar por culpa delas. E o que dizer de miúdas como Iggy Azalea, Kreayshawn e K.Flay? E, já agora, Azealia Banks?

As quatro são jovens, tão jovens que provocam o desdém dos puristas do rap. Bem ou não, abrem as fronteiras do hip-hop puro e duro para um ambiente dançável, sexy, electrónico. Falam de sexo, do Tupac, da Madonna e do Iggy Pop, e de mulheres como elas. Não inventaram nada de novo, mas derrubam muitos estereótipos. Mostram que as brancas também são "rappers" e que, como dizia o outro, "ser jovem não é um posto". São MC, mulheres, e 2012 pode bem ser o ano delas.

Iggy, "queen of the West Coast"
Iggy Azalea, por exemplo, é uma mescla de paradoxos. Tinha tudo para correr mal, mas, aos 21 anos, já foi coroada pelo Snoop Dogg como a "rainha da Costa Oeste". Está certo, não é um Grammy, mas quem precisa de maior reconhecimento?

Australiana, foi para os EUA em busca do sonho americano. Parece que o encontrou. Confiante, dominadora, sexy, atrevida, apresentou-se ao mundo com Pu$$y. O videoclipe (em cima) consegue ser perturbador. Percebemos as t-shirts "Drugs not Hugs" e os - aqui - provocantes gelados de gelo, mas o que é que aquele miúdo está ali a fazer? "Será que ela é uma má ama ou será que ele representa um homem que ela dominou de tal maneira que o infantilizou?", questiona o "The New York Times". "My World", a mesma receita. Atenção à vírgula, "tweeta" Iggy: "White girl, team full of bad bitches". O primeiro álbum já tem nome ("The New Classic") e sai este ano. Para já, contamos com a mixtape "Ignorant Art", disponível para download gratuito.

A indie, a "geek" e a promessa
Começa a ser difícil sair à noite e não ouvir "Gucci Gucci, Louis Louis, Fendi Fendi, Prada / Basic bitches wear that shit so I don't even bother". Ainda para mais é um daqueles refrãos que têm o condão de ficar a marinar no subconsciente do mais comum dos mortais. Com este vídeo, Kreayshawn, de 21 anos, uma espécie de "geek" elegante, tornou-se um fenómeno da internet. Durante cerca de três minutos, rejeita o poder das marcas e da moda, defendendo um estilo próprio. Não deixa de ser irónico que antes desta aventura musical, Natassia Gail Zolo, o seu nome verdadeiro, realizava videoclipes (chegou a fazer alguns de Lil B).

Num campo completamente diferente está K.Flay. É uma MC indie, licenciada em Stanford, que usa "samples" de The XX, Warpaint e Zoo Kid. Ao ouvir a "mixtape" I Stopped Caring in '96 percebe-se que ela realmente cresceu com, mais uma vez, Missy Elliott e Lauryn Hill, mas também Fiona Apple e Liz Phair, como confessa na apresentação do site. Apesar da base rítmica, não se desliga da melodia; não se assume como rapper, nem é, de todo, ostensiva. Canta quando quer, rima de vez em quando, às vezes quer festa ("Party in my pants, party in my Nikes/ Party with a Gemini, party with a Pisces"), outras escreve cartas de amor ("Messin' With My Head").

Tem cara de miúda (afinal nasceu em 1991), mas há que não nos deixarmos enganar. Em "212", Azealia Banks marca o seu espaço. Assume-se como a "jovem Rapunzel" e questiona: "What you gon' do when I appear?" A música entrou directamente para os tops 2011 da crítica internacional e deixou meio mundo ansioso pelo álbum de estreia. Dizem que pode vir a rivalizar com Missy Elliott... Será?

FMAC convoca artistas de hip hop que queiram participar do Viva Cultura

A Fundação Municipal de Ação Cultural  de Maceió (FMAC) convida artistas interessados em participar do Projeto Viva Cultura 2012 – Edição de Verão, nas categorias música e dança - modalidade hip hop - para apresentarem seus trabalhos na sede da Fundação, localizada na Avenida da Paz, nº 900, das 9h às 13h, no período de 13 a 18 de janeiro.
O projeto, que é patrocinado pela Petrobras, será realizado nos dias 28 e 29 de janeiro, na Praça Multieventos e no Mirante do Jacintinho (Praça Audival Amélio).
O Viva Cultura, já consolidado com o sucesso de edições anteriores, é voltado para as mais diversas manifestações culturais - como o teatro, a dança e a música - e é um dos eventos da Prefeitura que mais contribuem para a valorização dos artistas locais.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Música instrumental e hip hop dividem espaço no palco da Casa do Artesão


Estilos musicais completamente distintos chamaram a atenção de quem passou pela Casa do Artesão na noite desta terça-feira, 27. A Banda da Polícia Militar, com instrumentais de músicas regionais, populares, samba, jazz, clássicos, e o Hip Hop universitário e “Rap Popular da Amazônia”, como os dois integrantes intitulam o estilo musical do grupo Faces da Vida. A música tomou o palco do projeto Natal de Todos. É Tempo de Paz, na programação de final de ano, que só termina dia 31, com o réveillon na Beira Rio e em outros pontos do Estado.
A Banda da Polícia Militar fez sua quarta apresentação do projeto Banda na Praça, uma ação social que visa levar música para todos, democratizando o acesso a esse bem cultural, formando novos públicos, interagindo com o público e fazendo o que os integrantes mais gostam: tocar. A Banda já se apresentou em Santana, na zona Norte, no Trapiche Eliezer Levy e, na terça, no palco do Natal de Todos. É Tempo de Paz.
Durante a apresentação, uma jovem entrevista o público perguntando sua opinião sobre o projeto, e as respostas empolgam ainda mais os músicos policiais.
“É uma beleza ter a oportunidade de ouvir música de qualidade e gratuitamente”, comentou Larissa Ribeiro.
“Acompanho o trabalho da Banda da Polícia Militar e sou fã. Ela alia segurança, música e poesia. Cada vez estão melhores”, comentou Alícia Paes.
Após mais de uma hora de pura música instrumental, o grupo Faces da Vida presenteou a todos com hip hop estiloso, ao som de viola, percussão, caixas de Marabaixo e colagens de vozes entoando poesias que falam de natureza e dos pontos turísticos do Amapá. A fusão com batidas de hip hop é feita pelo DJ e produtor do grupo, Luciano Milagre, e as letras e criação das melodias ficam por conta do compositor e poeta MC Raffa.
O grupo Faces da Vida nasceu no dia 30 de abril de 2003. Desde então, sua proposta tem sido levar aos ouvidos dos simpatizantes, integrantes ou não do movimento hip hop amapaense um novo estilo musical. A proposta, segundo Luciano, é fazer com que os jovens adquiram pensamento critico, de forma sadia, respeitando os princípios que envolvem a sociedade, as leis e toda e qualquer forma de governo que represente o público e a comunidade em geral.
Nesta quarta-feira, 28, as apresentações continuam no palco ao lado da Casa do Artesão, que ainda tem como atração o Mundo Encantado do Papai Noel e a Feira de Natal, com todo o tipo de artesanato de vários municípios do Estado. São mais de 300 artesãos vendendo seus produtos até o dia 30 de dezembro. A programação inicia sempre às 19h, acopanhe abaixo e programe-se:
28.12 – Quarta-feira
19h – Natal Del’Árt, com o Movimento Cultural Desclassificáveis e Cores da Rotunda
20h – Show de Rick Gravura (Pop Rock)
20h40 – Show com Degrau Norte (Pop Rock)
29.12 – Quinta-feira
18h – Roda de Palhaço – Trupe do Pato
Apresentação: Pato e Laranjinha Pintando o Sete
18h30 – Cia Viva de Teatro – Teatro de Bonecos
Apresentação: À Procura da Paz
19h – Lula Gerônimo (MPA)
20h – Alan Yared (Música)

Hip-Hop recebe homenagem em dose dupla no Rio Grande do Sul


A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul homenageará representantes do Hip-Hop com a Medalha Comemorativa do Estado pela primeira vez. Anualmente, a Casa presta homenagem ao trabalho de 12 personalidades e instituições que deram contribuições relevantes ao país. Entre os escolhidos, estão dois representantes do Hip-Hop, Toni C. e o programa da TV educativa do estado chamado "Hip-Hop Cultura de Rua".


Toni C
Medalha para Toni C.: integrante da Nação Hip-Hop Brasil e único representante do Hip-Hop reconhecido como um dos mais influentes da cultura brasileira/foto:Rap Nacional

A cerimônia de condecoração acontece amanhã (28). Segundo o parlamentar Catarina Paladini (PSB), as escolhas buscaram atingir diferentes segmentos que contribuiram com a população e exercem um papel primordial na vida de muitos.

Veja relação de todos os condecorados: 

Toni C - Integrante da Nação Hip-Hop Brasil, único representante de Hip-Hop reconhecido como umas das 50 pessoas mais influentes da cultura brasileira.

Hip-Hop Cultura de Rua - Programa da TVE-RS que retratata e apresenta o Hip-Hop gaucho.

Clayton Rocha – Âncora há 33 anos do segundo programa de debate, no rádio, mais antigo do Brasil: Pelotas 13 horas

Casa do Amor Exigente (Caex) – Centro de Recuperação: alcoolismo e drogadição

Instituto Autismo e Vida

Instituto São Benedito - Desde 1901 faz um trabalho de inclusão social, atendendo crianças e adolescentes em situação de risco e vulnerabilidade social, oriundas de famílias de baixa renda da periferia de Pelotas

José Olavo Bueno dos Passos - Promotor de Justiça da Infância e Juventude de Pelotas

Marcelo Chiodo - Presidente do Sindicato dos Cabelereiros do Rio Grande do Sul

Moviola Filmes - Produtora de cinema, que realiza curta metragens ficcionais e também documentários

Vitor Plestch – Prefeito de Nova Prata

Com Blog do deputado Catarina Paladini

Facebook libera HipHop Virtual Machine


O Facebook anunciou que está desenvolvendo uma máquina virtual que roda aplicativos PHP. Chamada de HipHop Virtual Machine, ela é o resultado do esforço que a empresa tem feito para obter o máximo de desempenho do seu código fonte PHP.
Em fevereiro de 2010 a rede social publicou a primeira versão do HipHop, um compilador de PHP para C++ (hphpc), que já é usada na empresa para produzir versões de alta performance de aplicativos binários. Mas o uso do compilador significa que o Facebook teve que desenvolver seu próprio intérprete para a HipHop, o hphpi, para usar no desenvolvimento diário. 
Como o Facebook continua a desenvolver melhorias no desempenho do PHP, eles começaram a investigar a possibilidade de usar tradução dinâmica para código nativo. A investigação se tornou o ponto de partida para o desenvolvimento da HipHop Virtual Machine. O sistema hhvm compila PHP para HHBC – HipHop Byte Code. Durante o tempo de execução ele usa um tradutor dinâmico com rastreamento simples para criar o código x64/x86 com 64-bit.
O atual desempenho da HipHop está 60%  mais rápido do que o intérprete padrão do PHP. Ela é rápida o bastante para a empresa já usá-la desenvolvimento. Ela tem 25% da velocidade do código compilado em C++, mas espera-se chegar a um resultado bem próximo à medida que são realizadas melhorias no código. 
O código hhvm está integrado com outros projetos da HipHop e está disponível no Github. O código está sob licença PHP e Zend e quem quiser contribuir terá que assinar um termo que alega que ele está de acordo com as regras propostas para esse fim. 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

FCMS realiza a "Mostra Efeito Hip Hop" na Concha Acústica

O governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), realiza no próximo dia 10, a “Mostra Efeito Hip Hop”, às 19h, na Concha Acústica Helena Meirelles, no Parque das Nações Indígenas. O evento apresenta ao público o resultado de um circuito dessa modalidade de dança executado por 4 meses em nove municípios do interior.



“Para a Mostra, teremos como convidados, grupos de dança de rua renomados nonosso estado, com a ideia de estimular e contribuir com o processo de aprendizado dos alunos através da apreciação”, explicou a coordenadora do Núcleo de Dança da FCMS, Júlia Aissa. Irão participar do evento como convidados especiais a Cia Dançurbana, Estúdio Funk-se, Sintonia de Rua e Grupo Baraque Street Arte - 1º colocado do MS Street Dance Fest 2011.

O projeto “Efeito Hip Hop” deu continuidade ao antigo projeto “Conexão Rua em Dança”, que capacitava um instrutor de dança de rua em municípios onde não havia grupos de dança formados. Nove cidades de Mato Grosso do Sul receberam a iniciativa destinada a bailarinos iniciantes e grupos amadores já existentes, para aproximar, valorizar e estimular as iniciativas ligadas ao movimento Hip Hop, por meio da dança e com o foco na organização burocrática para uma formalização profissional.

Três profissionais da dança foram selecionados por edital: Marcos Mattos, Edson Clair e Kleber Leonn e mais nove assistentes. Foram ministradas oficinas teóricas de história da dança de rua e organização burocrática dos grupos (orientação para elaboração de currículos, portfólios, ofícios, levantamento dos locais de apresentação e dos editais de eventos e financiamento). As aulas práticas direcionaram os aprendizes na concepção de criação, criação coletiva e cuidado estético (trilha sonora, figurino e intenção de movimento).

Segundo o presidente da FCMS, Américo Calheiros, o projeto facilitou o acesso da juventude à dança como forma de expressão, e também, estimulou a criação de grupos de dança de rua no interior do Estado. “Além de ser uma meta do Estado acreditamos no potencial da dança como arte transformadora de vidas”, afirmou.

O “Efeito Hip Hop” visitou Aparecida do Taboado, Naviraí, Bonito, Três Lagoas, Corguinho, Aral Moreira, Paraníba, Coxim e Sonora. Cerca de 270 jovens entre 9 e 18 anos foram atendidos.“Observamos que o envolvimento dos municípios refletiram diretamente no desenvolvimento do projeto, nossa preocupação agora é a continuidade. Sabemos da importância da continuação para o aperfeiçoamento, como também, o fortalecimento dos grupos e da dança de rua nas cidades do interior. Para isso foram elaborados formulários de avaliação para os professores, alunos e técnicos dos municípios responderem e assim participarem diretamente no planejamento e no aprimoramento do projeto para o ano que vem”, finaliza Júlia.

'Pernambués Ativa' promove encontro de Hip Hop em Salvador e RM

hio hop salvador (Foto: Divulgação)



A comunidade Pernambués Ativa realiza neste sábado (17) e domingo (18) o 1º encontro de Grafiteiros de Salvador e Região Metropolitana. O evento conta com uma programação que vai desde palestras sobre a arte das ruas à apresentação de grupos de Rap e Breack dance. A festa acontece no Centro Social Urbano de Pernambués e para participar, interessados devem se inscrever através da doação de 1 kg de alimento não perecível até o sábado. O grupo Comunidade Pernambués Ativa é formado por moradores de Pernambués que se dedica a realizar ações e demandas culturais para jovens.